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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Caboclo de Fé

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Eu, que tinha feito jura
De só deixar meu cariri por derradeiro,
Contra a vontade, abandonei o meu terreiro,
Por que a chuva insistia em não cair
Lá deixei meu pé-de-serra,
Também ficou um taco do meu coração,
O cheiro bom e o luar do meu sertão,
Minha alegria e a vontade de sorrir

Vim prá cidade grande,
No matulão eu carreguei a minha dor,
Toquei viola, tornei-me um cantador,
Mas sei que um dia eu ainda volto lá
Sozinho no meio do mundo,
Sertanejo, cabra macho, destemido,
Nunca me entrego, mesmo se estou ferido,
E não me nego o direito de sonhar

Agora canto, posso dizer que sou um caboco de fé,
Pelos sertões, estradas de canindé,
Onde o campina ao cantar troca de cor,
Um dia volto, então eu vou sonhar meu sonho verdadeiro,
Vou descansar à sombra do juazeiro
E ver de novo os ‘zoio' do meu amor
Um dia volto, então eu vou sonhar meu sonho verdadeiro,
Vou descansar à sombra do juazeiro

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