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domingo, 9 de dezembro de 2012

Agricultores articulam protesto contra projeto de irrigação

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A Marcha Mundial das Mulheres realizará amanhã, das 8h às 13h, a atividade "24 horas de Ação Feminista", em Apodi, um ato de solidariedade às famílias camponesas do município que reclamam da fórmula adotada pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), para a execução do projeto de irrigação destinado a região.
A ação será realizada concomitantemente em outros estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Ceará dentro das atividades da MMM no Brasil.
Segundo a militante Rejane Medeiros, a ação apoiará as mulheres e famílias apodienses na luta pela defesa da chapada do Apodi, que estão sendo ameaçadas com o projeto do perímetro irrigado. "Queremos dialogar com a sociedade e mostrar que esse projeto não vai ser bom para Apodi", afirma.
O projeto do perímetro irrigado da chapada do Apodi prevê entregar as terras da região e a água da barragem de Santa Cruza cinco grandes empresas da fruticultura irrigada causando a desapropriação de cerca de seis mil agricultores apodienses.
Apodi tem na agricultura sua principal atividade econômica e ela é desenvolvida nas pequenas propriedades camponesas. É na chapada do Apodi que está a segunda maior produção de mel de abelha do Brasil e um dos maiores rebanhos de caprinos do país.
É por esse e outros motivos que Antonio Nilton Bezerra Júnior, da Comissão Pastoral da Terra de Mossoró (CPT), também é contra o projeto e defende sua suspensão alegando inviabilidade. "Dados do próprio governo mostram que há no Nordeste mais de 140 mil hectares de terras em perímetro irrigados ociosos, sem funcionar", argumenta.
"Querem transformar um território camponês produtor de alimentos saudáveis em uma zona de produção de frutas para exportação com base na utilização em grande escala de agrotóxicos. E, com isso, transformar uma pequena parcela da população local em mão de obra barata e em condições sub-humanas, características do agronegócio brasileiro", complementa Nilton Júnior. 
Pontos negativos do projeto
- Entregar as terras da chapada e a água da barragem de Santa Cruz para cinco empresas do agronegócio;
- Retirar centenas de famílias de pequenos agricultores de suas terras;
- Uso de agrotóxicos pelas multinacionais;
- Prejudicar a produção de mel, de caprino-ovinocultura e da avicultura;
- Ocasionar a escassez de água para os produtores de arroz do vale;
- Promover impactos negativos nas três dimensões da sustentabilidade, social, ambiental e econômica, destruindo o modelo em curso e inaugurando um outro baseado na acumulação e na exploração das pessoas e da natureza.

Propostas da ação
- Utilizar os recursos e fortalecer a agricultura familiar com investimentos na caprino-ovinocultura, apicultura, cajucultura e demais arranjos produtivos com base na agroecologia, ampliando os investimentos do MDA para todas as áreas do município de Apodi;
- Garantia de água para as comunidades da chapada através de adutora e poços que possibilitem pequenas irrigações que não venha eliminar os diversos arranjos produtivos em curso;
- Perenização do rio Umari para aumentar a produção de centenas de famílias de Apodi, Felipe Guerra e Caraúbas;
- Manter e ampliar a assistência técnica do Projeto Dom Hélder Câmara no Estado;
- Garantia de assessoria técnica para todos os agricultores através do Incra, Seara, MDA, entre outras;
- Facilitar o acesso às políticas do Governo que amenizam os efeitos da seca.

Fonte: O Mossoroense

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