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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A estrada

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Seu moço, eu sou a estrada
Que você vive a pisar
Sem a curiosidade
De nem uma vez pensar
Que eu sou a passagem das coisas
Nas devidas direções
Que seguem suas funções
Cada uma em seu lugar.
É por mim que se vai tudo
Mensagem do mal e do bem
Os outros resolvem as coisas
Você resolve também
Eu, lentamente aceitando
Pelo direito e a razão
No corpo imenso da terra
Eu sou um traço no chão
E no livro aberto da vida
Sou ponto de exclamação.
Se às vezes ganho uma roupa
Que tem o nome de asfalto
É pra o longe vir pra perto
Ficando a distância um salto
Dão a mim, brilha nos outros
E não me serve a lordeza
Eu sou o centro econômico
Que leva e traz a riqueza
Veja bem como trabalho
Pra você sem ganhar nada
E disposta a receber
Do mais fraco ao mais possante
Você é o viajante
Seu moço, eu sou a estrada"

(José Marcolino)

1 comentários:

  1. Falar mais o que? O Poema ja diz tudo e diz bem quem foi e ainda é o Poeta Zé Marcolino, a sua capacidade e o seu conhecimento das coisas da vida. Para homenageá-lo, eu fiz um pequeno poema e repassei a Bira Marcolino para que ele faça a melodia. Segue o poema:

    O FORRÓ SENTE SAUDADE MARCOLINO!
    (Chico de Pombal)

    Eu não sei se o “Sertão é de Aço”
    Se a “Cacimba Nova” já secou
    Se o “Matuto Aperreado” no cansaço
    Viu que o “Pássaro Carão” não mais cantou
    Eu só sei que vou indo passo a passo
    No compasso do poeta nordestino
    Seus poemas de boa qualidade
    Desabrocham meus sonhos de menino
    Sua ausência anuncia uma verdade
    O forró sente saudade, Marcolino!
    O Poeta cantou “No Piancó”
    Depois fez um “Pedido a São João”
    Pra dançar com seu benzinho um forró
    “Numa Sala de Reboco” no sertão
    E pediu pra morena “Eu Quero Chá”
    É que álcool não comanda sua vontade
    Se na “Boca de Caeira” a claridade
    Anuncia pra mata seu destino
    Sua ausência anuncia uma verdade
    O forró sente saudade, Marcolino!
    Marcolino “Caboclo Nordestino”
    Ao machado mostrou o seu lugar
    Lhe fez ver qua a “Pedra de Amolar”
    Tem valor quanto tem “Serrote Agudo”
    Dividiu o compasso a miúdo
    Nos seus versos de imensa densidade
    Ao “Projeto Asa Branca” fez alarde
    E a “Cantiga de Vem-Vem” um som divino
    Sua ausência anuncia uma verdade
    O forró sente saudade, Marcolino!
    “A Dança do Nicodemos” foi estrondo
    Quase “Bota Severina Pra Moer”
    Na latada uma casa de “Marimbondo”
    Fez da festa um “Forró do Fuzuê”
    Até “Eu e Meu Fole” gemedor
    Na “Casa de Cantador” fizemos farra
    “Rio da Barra” foi so fidelidade
    Ao Poeta que até lhe fez um hino
    Sua ausência anuncia uma verdade
    O forró sente saudade, Marcolino!
    “Solidão de Caboclo” é como sina
    Faz menina ter “Ciúmes da Lua”
    Faz ouvir “Toada de Filismina”
    A “Cabocla Matadeira” lá da rua
    Transformada na “Flor do Pajeú”
    Por um “Santo Fingido” em desatino
    E o cheiro da “Flor de Cumarú”
    Perfumou o poeta campesino
    Sua ausência anuncia uma verdade
    O forró sente saudade, Marcolino!

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