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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Fantasma da Seca

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Um deserto com terra ressequida
Velhos troncos de galhos ressecados;
Animais padecendo nos roçados
Onde o verde partiu sem despedida.
A tragédia da fome faz a vida
Dissolve-se nas sombras da matéria;
O sertão emurchece a sua artéria
E revela o mais triste dos cinemas;
O fantasma da seca mostra cenas
Sobre a tela tristonha da miséria.

Sobre os vales a morte faz morada
Assombrando quem luta contra a fome;
A fagulha da esperança se some
Entre os ramos da planta ressecada.
Uma vaca caminha desolada
Revelando uma imagem muito séria;
O sertão, diferente da Sibéria,
Mostra o sol do verão com duras penas;
O fantasma da seca mostra cenas
Sobre a tela tristonha da miséria.

O campônio só vê desolação,
E padece, olhando o pouco gado,
Relutando no mundo descampado
Pelo sol escaldante do verão.
A tristeza se apossa do sertão
Onde a seca se revela bactéria,
Que corrói qualquer tipo de matéria
Devorando esperanças pequenas;
O fantasma da seca mostra cenas
Sobre a tela tristonha da miséria.

O sutil colibri, sempre vexado,
Busca em vão encontrar alguma flor;
Só percebe a tristeza e o dissabor
Balançando no galho desfolhado.
O tristonho concriz no seu trinado
Sente a vida na forma deletéria,
Pois a chuva entrou na longa féria
Dando adeus as mais lindas açucenas;
O fantasma da seca mostra cenas
Sobre a tela tristonha da miséria.


Fonte: Aguá do Pajeú

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